quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Music for the masses


Decidi entrar na loja. 'Sui generis' à primeira vista. Marcava presença, ainda que estivesse bem escondida naquela ruela, perto da confusão habitual da Rambla.

Bom, o meu propósito era encontrar um postal para enviar a um amigo em Lisboa. Tinha de ser original, claro. Algo relacionado com pin-ups ou latas de conserva ou outra coisa qualquer que me fizesse lembrar o meu amigo e o seu gosto revivalista pelos anos 50.

A meio do meu drama, reparo na música que estão a passar. Depeche Mode. Mais precisamente, um Best Of inteirinho, que conheço de trás p'rá frente e que faz parte daqueles álbuns sagrados que guardo com muita estima.
Excelente, gosto cada vez mais desta loja!

Estavam "esquecidos" há muito tempo. A última vez que os ouvi com ouvidos de ouvir e muita euforia foi no Pavilhão Atlântico. Um concerto único, onde a adesão dos fãs foi brutal, memorável.


Lá estava eu, esmagada entre mais de 20 mil fãs egoistas, porque todos queriam o melhor lugar para ver os Mode... E mesmo assim, tive sorte. Cheguei quase em cima da hora. Mas com um bilhete para a bancada principal, as hipóteses de curtir até cair eram muito fracas. Cair, só se fosse da bancada lá para baixo.

Subitamente, pedem-me para trocar de bilhete, porque não gostam das multidões da arena. Não foi milagre, mas quase. E como prezo snobs!

Depeche Mode, Pavilhão Atlântico

Depois deste, foi só perder bons concertos: Cure, Bauhaus, Lou Reed... Por motivos de força maior, infelizmente.

Já agora, e a propósito de concertos... Está para perto mais uma digressão mundial dos Depeche! A 11 de Julho de 2009 passam por Portugal. Aqui, por terras espanholas, as datas ainda estão por marcar.

Depeche s'il vous plait, que já estou ansiosa.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

This is Now

Já toda a gente, ou pelo menos, os mais atentos aos spots publicitários que passam na televisão, devem ter visto recentemente o anúncio ao novo Ford Fiesta.
Não é propriamente do carro que mais se fala, segundo o que leio na Internet, mas sim da música que acompanha este anúncio.
E admito: escrevo este texto não com o objectivo de falar do Fiesta, mas da música que não me sai da cabeça.

Não sou a única pessoa a quem surge a curiosidade de saber que músicas são escolhidas para determinados anúncios, ou não haveriam uma série de blogs sobre anúncios de televisão, as suas músicas e respectivos artistas. Por isso... fui procurar. Pluxus é o nome da banda, Solid State, o nome do álbum e Transient, o nome da música.

Fiz logo o download do álbum. Não é o único nem o primeiro trabalho desta banda que aliás, vai já no seu oitavo disco, mas é o único que conheço até agora. E devo dizer (pessoalmente, claro) é bom.
Para quem não gosta de bandas de electrónica, esta poderá ser uma boa hipótese de vir a gostar.
São suecos, de Estocolmo, mais propriamente das terras de Vikings, dos prémios Nobel, da IKEA e de grandes sucessos musicais até hoje conhecidos como é o caso dos ABBA ou até os mais recentes Peter Bjorn & John, entre outros.



De várias experiências com sintetizadores, misturas daqui e dali, de sons plásticos, violas e ruídos de rádio, Solid State - poderá este título ser ambíguo? será este estado, realmente, consistente ou antes volúvel? - faz-nos cair em graça, onde quer que estejamos, seja qual for o nosso estado de espírito, condição geográfica, ou carro favorito (não necessita portanto, ser um Ford Fiesta).

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O Som III


Batida rítmica.
Calma.
Como um arfar
Cansado e
Breve,
Mas intenso.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O Som II


Rápido,
Esfusiante.
Foge-me aos ouvidos.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

O Som

Ao toque
(isolado),
Agudo
De cada
Tecla do
Piano,
Sinto...
O mundo distante dos meus pés.

domingo, 17 de agosto de 2008

"The Blues"

Estive a ver uns dos oito filmes documentais sobre Blues produzidos por Martin Scorcese. Não segui nenhuma ordem em especial, apenas escolhi um ao acaso, "Soul of a Man". Encontrei assim, uma excelente forma de aprender e tentar compreender mais sobre blues, desde o começo da sua história cultural, aos autores que mais marcaram este estilo.

"The Soul of a Man", Martin Scorcese

Entre eles e relativamente a este documentário, salientam-se Blind Willie Johnson, Skip James e JB Lenoir . Três senhores cheios de mestria, de impulso, e de vozes fraternas, umas mais roucas que outras, mas que nos desarmam completamente e nos deixam cativos. Em comum está uma música cheia de fé, muito frequente em blues como estes, de autores como estes, cuja vida testemunhou altos e baixos, miséria e falta de sorte. A sua origem passa sobretudo, pela necessidade de encarar o mundo real, com todas as suas injustiças - desde a pobreza ao maior problema de todos, o racismo -, mas também toda uma luta, toda uma esperança com a finalidade de as travar. E ainda que, os blues sejam agora um pouco diferentes, mais estilizados e mais arrojados também, o valor dos primeiros é incalculável.

Este documentário mostra-nos na integra, músicas completas e raridades que, apenas são possíveis, graças a um bom trabalho de investigação por parte do cineasta alemão Wim Wenders, o qual deposita o seu cunho pessoal na escolha das personalidades examinadas. Outras versões das mesmas músicas são interpretadas por vários nomes conhecidos, tais como Lou Reed, Eagle Eye Cherry e Nick Cave.

E para quem não tem a colecção "The Blues", ou não queira gastar dinheiro nesta pérola de Scorcese, pode sempre alugar estes documentários a um preço maravilhosamente baixo no MEO. Vale a pena ver. Mal posso esperar pelos sete que me estão em falha.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Jazz or not Jazz, that is the question

"Saxophone", Justin Bua
Óleo s/tela