terça-feira, 16 de setembro de 2008
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
domingo, 17 de agosto de 2008
"The Blues"
"The Soul of a Man", Martin Scorcese
Entre eles e relativamente a este documentário, salientam-se Blind Willie Johnson, Skip James e JB Lenoir . Três senhores cheios de mestria, de impulso, e de vozes fraternas, umas mais roucas que outras, mas que nos desarmam completamente e nos deixam cativos. Em comum está uma música cheia de fé, muito frequente em blues como estes, de autores como estes, cuja vida testemunhou altos e baixos, miséria e falta de sorte. A sua origem passa sobretudo, pela necessidade de encarar o mundo real, com todas as suas injustiças - desde a pobreza ao maior problema de todos, o racismo -, mas também toda uma luta, toda uma esperança com a finalidade de as travar. E ainda que, os blues sejam agora um pouco diferentes, mais estilizados e mais arrojados também, o valor dos primeiros é incalculável.
Este documentário mostra-nos na integra, músicas completas e raridades que, apenas são possíveis, graças a um bom trabalho de investigação por parte do cineasta alemão Wim Wenders, o qual deposita o seu cunho pessoal na escolha das personalidades examinadas. Outras versões das mesmas músicas são interpretadas por vários nomes conhecidos, tais como Lou Reed, Eagle Eye Cherry e Nick Cave.
E para quem não tem a colecção "The Blues", ou não queira gastar dinheiro nesta pérola de Scorcese, pode sempre alugar estes documentários a um preço maravilhosamente baixo no MEO. Vale a pena ver. Mal posso esperar pelos sete que me estão em falha.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
domingo, 20 de julho de 2008
Monólogos e Copulativas
Articulas os lábios,
Maquinalmente,
Em narrativas
Cansativas.
E o vento passa,
Corre entre os muros
Esburacados e sujos
De um pátio.
Oiço–te,
Ao mesmo tempo
Que a tua boca
Me engole.
E lá fora,
Um avião fantasma,
Numa rota de colisão
Contra nada.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Keep on Rockin' in the Free World
Posso dizer que foi um dos melhores concertos que já vi. E pessoalmente, acho que Neil arrasou com algumas bandas que passaram por esta edição do Optimus Alive!08. Pelo menos, as do 2.º e último dia, pois faltei à abertura, logo não posso opinar sobre as outras.
A primeira impressão que tive foi um pouco confusa, pois o palco não me parecia fazer sentido algum. Entretanto, milhares de cinquentões gigantes, euforicos e nostálgicos aparecem de todos os flancos. Perdoem-me, mas foi o sufoco. Como se não bastasse e com muita pena minha, um grande amigo não pôde estar presente nesse dia, para me fazer companhia.
Ainda assim não perdi a expectativa de gostar do Neil ao vivo e de vir a recordar aquele concerto como um dos melhores de sempre. Talvez melhor que o de Dylan, na noite anterior. Mas cada caso é um caso... Tinha as emoções à flor da pele. Ia ver a lenda!
Optimus Alive!08
Quando a lua e o piano fizeram dupla em Mother Earth, tive aquela certeza de ser parte integrante de todas as dádivas deste mundo e infelizmente, de todas as misérias. Parece hipócrita, mas não é. Cortez the Killer foi a pérola. E até tenho vergonha, mas acabei em comoção a ouvir Heart of gold.
Dizem que foi o último, mas fico à espera do próximo concerto, quem sabe?!
Keep on rockin' old man!
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Jazz or not Jazz, that is the question
Não seguem um padrão imutável, e em nada se assemelham àquela música fácil e standarizada que capta desde logo a nossa concentração.
Não há uma harmonia, um meio-termo.
É confusa e quase nos faz 'perder a cabeça'. Pelo menos a dos mais sensíveis.
Bastante hardcore.

"Repent", Charles Gayle
Depois disto, até é fácil ouvir John Coltrane.
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